Introdução
O vocabulário da integração contínua e o critério para escolher o que automatizar.
Em um repositório sem integração contínua, a qualidade depende de uma frase que ninguém escreveu: "antes de fazer push, rode os testes". Ela se sustenta por algumas semanas. Até que, numa sexta à noite, alguém envia uma correção de uma linha sem rodá-los, porque uma linha não quebra nada. Na segunda-feira, a branch principal está vermelha, três pessoas já fizeram pull dela, e é preciso meio dia para distinguir o commit culpado dos commits que apenas foram feitos por cima. O custo real não é o teste que faltou, é o intervalo entre o erro e a sua descoberta.
A integração contínua ataca exatamente esse intervalo. Ela desloca a verificação da máquina do desenvolvedor para uma máquina neutra que a executa a cada push, sem exceção, sem depender da disciplina de ninguém. Ela traz três coisas que nenhuma convenção de equipe oferece: a reprodutibilidade, porque o ambiente é descrito em um arquivo versionado, e não em uma estação de trabalho; o rastro, porque cada execução deixa um log datado e associado a um commit específico; e a obrigatoriedade, porque um resultado vermelho pode bloquear um merge, o que um lembrete verbal nunca fez.
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